Não tem como não falar de saudade no dia 12 de novembro. (meu) Dia mundial da saudade, da ausência, do vazio impreenchível, das lembranças mais gostosas de um super herói que fez da minha infância um playground colorido e cheio de luzes... Cinco anos voaram... Nós aqui, tão mudados e ainda tão iguais. Paro para pensar e fico feliz em imaginar que se fosse uma viagem mais simples e você, meu querido, pudesse desembarcar no aeroporto e me encontrar no hall, diria feliz que ficou orgulhoso de mim, da nossa família, do amor que alimentamos a cada dia uns pelos outros, em meio à discussões idiotas e apedrejamentos de quem não conhece. Na volta para casa vigiaria se estou dirigindo corretamente, condenaria meus cabelos em tons louros, beijaria mamãe com amor, conheceria suas netas e morreria de amor por ela, com orgulho de uma descendência tão bonita, mas sobretudo que se ama!
Cada vez que você ensinou, ralhou, exigiu, pediu, que fossemos unidas e que permanecêssemos juntas surtiu um efeito posterior. Por isso, entre nós três, suas meninas, o amor é maior, é vencedor.
Eu diria que juntas percebemos a sua presença. Nada metafísico ou paranormal. Sua presença no jeito de uma, na personalidade da outra, na tomada de decisão, na escolha pelo prejuízo com justiça ao lucro com injustiça.
É pai, você com certeza vai estar sempre por aqui, entre nós. Muita luz, saudade sempre, amor para você!

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