Bem, poderia começar avisando a aqueles que acham declarações “públicas” de amor, uma coisa bem brega, que parem de ler agora mesmo. Porque tenho impressão de que esse texto não tem como fugir a isso.
Completo cinco anos. Cinco anos dormindo na mesma cama. Discutindo as mesmas picuinhas. Namorando a mesma pessoa. E com uma conclusão deliciosa, de que a minha vida com ele é maravilhosa.
Sabe aquele tipo que reclama por pouca bobagem e não te deixa fumar e fazer todas as coisas deliciosamente erradas que a vida proporciona? Então, é esse o sujeito de que falo agora.
Aos olhos de terceiros nossa vida pode parecer um “mar de rosas, lírios e orquídeas” mas todo casal sabe que nenhum relacionamento é assim, integralmente. Acho religiosamente correto o trecho “às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais” daquela canção. E acredito piamente que é essa a receita para bons anos de vida ao lado de alguém, dividindo as dores, as alegrias, as frustrações e até mesmo descontando um “calo no pé” depois de um dia em que a soma dos resultados, da conta bancária, da saúde dos queridos, é negativa.
Sei que não pareço romântica, em texto, mas (ai, ai...) acordei totalmente apaixonada por alguém que ficou muito triste ontem porque quebrei, acidentalmente, o frasco novinho do meu perfume preferido que ele me deu a alguns dias.
Estou celebrando hoje mais uma vitória, por termos superados os momentos de decepção, de raiva, de ódio (aqueles tais “segundos” do Herberth Viana). Celebrando os melhores momentos da minha vida nos últimos anos (e tomara, nos próximos), as gargalhadas, as conquistas, as vitórias, os planos, o amor, os beijos e tudo mais.
E tendo a certeza de que, este é o maior, o melhor amor dessa vida. O passado inteiro que me perdoe mas não existe nada comparado ao amor que sinto hoje. E nosso amor é desse jeito, é agora, a cada dia, a todo segundo, a cada ligação, sorriso, briguinha chata.
Não fosse ele, meu amor, estaria eu agora aonde? Com quem? Como? Não me vejo de outro modo. Uma vez me disseram, ou li, de que sempre temos que perguntar a nós mesmos se há algo melhor que gostaríamos de estar fazendo na vida. Não vejo resposta mais adequada, resposta melhor, do que a de que eu simplesmente o escolheria mais uma vez. Como escolho a cada dia, a cada hora, a cada canção. Copio a pieguice da frase “se tivesse que ir para a guerra com alguém, escolheria o Dudu” e complemento, se fosse para o paraíso também seria ele.
Que seja tudo da melhor maneira para nós meu amor, que seja “eterno enquanto dure” e que dure como tem sido por mais sessenta anos.
Amo você, cada um dos seus olhares (até os mais críticos e de bronca|), seu cheiro, seu beijo e tudo mais.

1 comentários:
Lindo!!!Me comoveu.Desejo tudo isso q vc conseguiu expressar tão bem e muito mais.Te amo.RÔ
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